Gaeco denuncia oito por lavagem de dinheiro e corrupção
Publicado em 06/06/2019

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), denunciou oito pessoas investigadas na Operação Contrapartida por lavagem de dinheiro e corrupção.

Entre os denunciados na terça-feira (4) estão servidores do escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Pato Branco, no sudoeste do Paraná.

A operação deflagrada em abril apura crimes contra a administração pública envolvendo funcionários públicos, advogados, empresários e proprietários rurais.

Os funcionários públicos investigados já haviam sido afastados das funções por determinação da Justiça. Um deles, inclusive, chegou a ser preso preventivamente no dia 17 de maio por suspeita de tentar interferir nas investigações.

Segundo a denúncia, dois funcionários públicos denunciados atuaram na cobrança e pagamento de propina para a redução do valor de multas administrativas por crimes ambientais.

A intermediação foi feira, ainda de acordo com o Gaeco, por dois advogados e um empresário de consultoria ambiental. Os valores recebidos foram depositados na conta corrente de um supermercado.

Relembre o caso

No dia 23 de abril, o chefe e um servidor do IAP em Pato Branco foram afastados dos cargos por determinação da Justiça.

Segundo o MP-PR, os investigados fecharam um acordo de R$ 30 mil com empresários que desmataram uma área de floresta de araucárias, em Palmas, no sudoeste do estado.

"Eles aparentemente estavam procurando pessoas que estavam relacionadas com o fato, para convencê-las a falar coisas que viessem no interesse deles, faltando com a verdade", disse na época o promotor Roberto Tonon Junior.

O promotor destacou que o chefe e o funcionário do IAP cobraram propina para aplicarem uma multa com valor menor da que deveria ser aplicada e usavam empresas para lavar o dinheiro da propina.

Durante a operação, o Gaeco cumpriu 21 mandados de busca e apreensão por crimes ambientais em de Pato Branco, Palmas e Irati.

O que dizem os citados

Por meio de nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou na ocasião que o servidor foi afastado das funções na sede do órgão em Pato Branco no fim de abril, quando foi deflagrada a Operação Contrapartida.

Ainda conforme o órgão, "desde o início das investigações, o IAP atendeu às exigências do Ministério Público e está fornecendo todas as informações solicitadas pela investigação, atendendo à política de compliance adotada pelo Governo do Estado".

 

FONTE: G1 Paraná



Postado por: Ademir Hanzen
Fotos: Michelli Arenza/RPC